“Às vezes as pessoas que amamos nos magoam, e nada podemos fazer senão continuar nossa jornada com nosso coração machucado. Às vezes nos falta esperança, mas alguém aparece para nos confortar. Às vezes o amor nos machuca profundamente, e vamos nos recuperando muito lentamente dessa ferida tão dolorosa. Às vezes perdemos nossa fé, então descobrimos que precisamos acreditar, tanto quanto precisamos respirar, é nossa razão de existir. Às vezes estamos sem rumo, mas alguém entra em nossa vida, e se torna o nosso destino. Às vezes estamos no meio de centenas de pessoas, e a solidão aperta nosso coração pela falta de uma única pessoa. Às vezes a dor nos faz chorar, nos faz sofrer, nos faz querer parar de viver, até que algo toque nosso coração, algo simples como a beleza de um por do sol, a magnitude de uma noite estrelada, a simplicidade de uma brisa batendo em nosso rosto, é a força da natureza nos chamando para a vida.”
“Você disse que sonhava estar entre um dos meus textos, fazer parte das minhas linhas, passear nos meus rabiscos. Porque você sempre admirou o que eu escrevo. Você sempre foi a minha “fã número 1”, mesmo não existindo a número 2. Passei a vida tentando conhecer pessoas, me esforçando para que elas também quisessem me conhecer. Estranhamente, você já me conhecia muito antes de eu sequer imaginar saber quem é você. Eu já estava nas suas conversas, já estava nas suas linhas, já estava nos seus pensamentos. Eu já estava em você, mas fui o último a saber disso. Você sonhava me conhecer, fazer parte da minha vida, mesmo que fosse uma pequena parte. Você queria conquistar a minha amizade, pois era o único jeito de estar presente em mim. Como eu poderia esquecer o dia que fomos a sua cafeteria favorita. Você me olhava como se o mundo fosse acabar ali, e a qualquer momento soldados aparecessem solicitando a minha presença na guerra. Aquilo despertou uma faísca da guerra que existia dentro de mim. Não o bastante para que explodisse, mas o suficiente para que eu te enxergasse. Aquele dia você fez questão de guardar o copo em que bebi, não apenas pelo momento, mas porque ele tinha o meu nome. Ao nos abraçarmos, por um instante, pareceu que o destino estava nos empurrando para um beijo. Mas nada aconteceu. Porque o destino ainda era fraco demais naquele momento. A vida continua. Pessoas aparecem em nossas vidas. Nós abrimos espaços para elas. Elas desperdiçam. Mas a nossa amizade continua ali, porque precisamos correr para algum abraço quando as coisas saem errado. E olha só, eu escolhi o seu. E você me deixa claro que sempre desejou o meu. E a gente consegue sumir do mundo e se achar em nós. Você sempre esteve olhando por mim, mesmo quando ainda não podia me abraçar. E é tão bom abraçar alguém que ainda vai querer teu abraço no dia seguinte. Você me encara e diz “Ainda sou sua fã número 1?”, eu dou risada e digo “Você é a minha única fã.”. E a gente continua dando os nossos passos, e por muitas vezes me pergunto por que simplesmente não damos as mãos? Algumas perguntas acabam se tornando apenas retóricas. Eu sempre admirei a forma como você trata seus familiares. Mesmo em situações onde a maioria seria extremamente grosso, você respira fundo e faz o que deve ser feito. Sendo doce e simpática. Isso me fez pensar no que a minha mãe sempre dizia “Namore alguém que trate a família bem, porque assim ela será quando se casar com você.”. As vezes eu olhava para você e pensava “Por que aquele beijo do destino nunca aconteceu com nós?”. E eu perguntei isso para você. E para a minha surpresa, você se perguntava a mesma coisa. Esse foi o renascimento da faísca. O auge da guerra interna. Quando os olhos se encontraram, nossos lábios já haviam se encontrado também. Incrível como alguns beijos tem mais sabor do que outros. Eu adorava passar as tardes na sua casa, assistindo aquele seu seriado de um grupo de adolescentes que faz algo que não deveria e um assassino em série aparece matando um por um. Era clichê demais, mas eu gostava simplesmente porque estava com você. Você me convencia a assistir aqueles desenhos infantis, e eu ficava surpreso porque acabava gostando deles também. Você pedia para eu cantar aquela sua música favorita, e eu cantava, porque você me olhava com aquela cara de “Nossa, como eu te amo!”. Mas nossas vidas eram muito diferentes, e nós sabíamos disso. Era estranho porque tínhamos consciência que cedo ou tarde, nosso romance teria interrupção. Só não sabíamos que seria cedo demais. Olhávamos um para o outro e eu dizia “Ainda temos amanhã”, e você apenas retrucava “Tudo o que temos é o agora.”. E a gente se calava com um beijo porque era a nossa forma de desejar aquele “Agora” para sempre. E o que tanto foi temido, aconteceu. As nossas vidas tiveram que tomar rumos diferentes. Não por escolhas próprias, mas por necessidade. Simplesmente porque o destino adora brincar com os destinados. Você sempre admirou o que eu escrevia, mas você foi a única a admirar quem realmente eu era. Você queria se tornar uma parte da minha vida, e você conseguiu se tornar o meu amor. Você sonhou estar em um texto meu, mas tudo o que eu queria era que você ainda estivesse aqui.”
“A vida poderia nos dar três escolhas: sobreviver, reviver e viver. Cada uma delas teria sua serventia, numa hora certa um dia. Sobreviver então seria para os momentos que são necessários enfrentar de cabeça erguida, para as derrotas que todos temos um dia, sobreviver seria uma última escolha, quando não se tem mais saída, quando a vida não é mais tão linda, tão viva. Por segundo seria: reviver. Quem é que nunca quis reviver aquele momento perfeito? Aquelas lembranças que não saem do pensamento, daquelas que vem a tona à todo momento e esquenta algo lá dentro do nosso coração, como se sentimentos fossem trazidos pelo vento, nessa louca brisa chamada vida, que mais parece morte dia após dia, então ainda ficaria à escolha de reviver para tirar o marasmo atual, a rotina tediosa, porém viciante, sendo quase impossível extinguirmos de nossas vidas, e então voltar no tempo em algum momento que você era feliz de verdade, sem mais saudade. Em primeiro lugar a alternativa: viver. Mas não simplesmente respirar e acordar todos os dias, isso todos fazem, menos os que sem alternativa alguma já se foram, entretanto, quero falar no sentido de aproveitar a vida sem vontade reprimida, felicidade à espera da sorte ou milagre, estou falando sobre viver mesmo! Viver de verdade. Se jogando nos lances da vida, sem medo, mas sim repleto de coragem e esperança, sendo assim alcançando nossos objetivos, vencendo barreiras e descobrindo acima de tudo, que, existe sim infinitas maneiras de ser feliz, basta querer. Afinal, viver é aglomerar tudo o que nós vemos como impossível, e colocar na nossa vida como principal objetivo a ser cumprido.”
“Fico triste quando laços são desfeitos. Mas, cá entre os nós, que é um alívio quando uma foto daquela pessoa em uma rede social, nem faz mais o coração disparar.”